Pesquisadores do Hospital Sant Pau, em Barcelona, demonstram que a ressonância magnética melhora o tratamento das tauopatias
Postado 28/05/2026 20H11
Pesquisadores do Instituto de Pesquisa Sant Pau, de Barcelona, demonstraram que o uso avançado da ressonância magnética permite identificar com muito mais precisão pacientes com paralisia supranuclear progressiva (PSP) e degeneração corticobasal (CBD), dois tipos raros e pouco diagnosticados de parkinsonismo atípico.
Essas doenças fazem parte de um grupo de enfermidades neurodegenerativas conhecidas como tauopatias, caracterizadas pelo acúmulo anormal da proteína tau no cérebro — uma proteína essencial para o funcionamento normal dos neurônios.
Segundo o doutor Ignacio Illán-Gala, pesquisador do grupo de Neurobiologia das Demências do Instituto de Pesquisa Sant Pau, neurologista do Hospital Sant Pau e autor sênior do estudo, essas doenças estão em uma espécie de “meio-termo” entre o Alzheimer e o Parkinson.
Durante anos, um dos principais obstáculos no tratamento dessas enfermidades foi a falta de ferramentas objetivas para o diagnóstico. A seleção de pacientes para ensaios clínicos quase sempre se baseou apenas em critérios clínicos, especialmente nas fases iniciais, quando os sintomas ainda são pouco específicos e podem se confundir com os de outras doenças neurodegenerativas.
Os pesquisadores afirmam que o problema é especialmente relevante nos casos de degeneração corticobasal (CBD), já que uma parcela significativa dos pacientes apresenta, na verdade, doença de Alzheimer.
Sem uma triagem adequada, os grupos de pacientes utilizados nos ensaios clínicos acabam ficando biologicamente “contaminados”, o que pode limitar de forma crítica a eficácia e a utilidade desses estudos.
A partir da análise detalhada da atrofia cerebral, os pesquisadores desenvolveram modelos capazes de estimar com alta probabilidade se um paciente apresenta PSP ou CBD, inclusive em fases muito iniciais da doença.
“A ressonância magnética tem duas funções fundamentais. Por um lado, ajuda a diagnosticar com muito mais segurança nas fases iniciais. Por outro, permite medir de forma objetiva a progressão da doença”, explica o doutor Jesús García-Castro, pesquisador do grupo de Neurobiologia das Demências do Instituto de Pesquisa Sant Pau e primeiro autor do estudo.
Fonte: https://www.consalud.es
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